Na
Mitologia, o Caduceu é o emblema de Hermes (Mercúrio), filho de Júpiter e de
Maia. Ele era o deus do comércio, da luta e de tudo que requeresse destreza e
habilidade e recebeu o emblema de presente do deus Apolo, em troca da lira de
nove cordas com que presenteara o deus do sol.
O Cadeceu É um bastão em
torno do qual se entrelaçam duas serpentes e em sua parte superior é adornada
com asas ou um elmo alado. Está associado ao equilíbrio moral, ao caminho da
iniciação e ao caminho de ascensão da energia de kundalini. Representa, ainda, a
integração dos elementos, já que o bastão corresponde à terra, as asas ao ar, e
as serpentes à água e ao fogo (movimento ondulante da onda e da chama).
O bastão representa também o eixo do
mundo e suas serpentes aludem à energia de kundalini, símbolo da faculdade
evolutiva da energia pura.
A serpente da direita é chamada Od, a
vida livremente dirigida e a da esquerda Ob, a vida fatal. Elas configuram
forças antagônicas que podem se associar, mas não se confundir, simbolizando
ainda o equilíbrio entre forças antagônicas. Também representam o número oito,
o eterno movimento cósmico, base da regeneração e do infinito - é a
verticalidade formal do símbolo do infinito.
O globo dourado no cimo (AUR)
representa a luz equilibrada.
O elmo alado é emblemático de
pensamentos elevados. As asas remetem ao elemento ar, que ratifica esse estado
supremo de força e autodomínio e, consequentemente, de saúde (no plano inferior
serpentes, instintos e no superior asas, espírito).
Assim, o caduceu expressa sempre a
mesma ideia de equilíbrio ativo, de forças adversárias que se contrapõem para
dar lugar a uma forma superior.
A Antiguidade atribuiu poderes mágicos
ao Caduceu. Há lendas que se referem à transformação em ouro de tudo que era
tocado pelo Caduceu de Mercúrio (associação à alquimia) e seu poder de atrair a
frequência superior.
Mesmo as trevas podiam ser convertidas
em pura luz por intermédio desse símbolo da força suprema cedida a seu
mensageiro pelo pai dos deuses.
Moisés possuía esse artefato para a
realização de seus “milagres”. O Caduceu também era o cajado de ouro de Abraão
e o bastão de Merlin.
Em última análise, o caduceu é o
símbolo da vida eterna (as asas – ANKH), da estabilidade (as serpentes
entrelaçadas – DJED) e do poder (o bastão – WAS), que torna seu possuidor “três
vezes grande”.
